7 razões para voltar ao escritório

O mundo está numa larga escala a adoptar o teletrabalho, para deleite de muitos colaboradores. A satisfação dos funcionários é hoje vista como um dos principais pilares para a saúde de qualquer empresa, traduzindo-se na retenção das equipas, no aumento sustentado da produtividade e, claro, em maiores lucros para o negócio. A liberdade geográfica que o trabalho remoto possibilita facilita ainda uma melhor gestão pessoal do tempo e até mesmo a realização de sonhos. E quem não quer a sua equipa feliz?


No entanto, a grande questão não deixa de pairar nas cabeças de todos aqueles que têm equipas para gerir: devo apostar no teletrabalho a cem por cento, devo retomar totalmente o trabalho presencial ou mantenho um formato híbrido? E daí advêm muitas outras dúvidas. Será que se a minha empresa se tornar totalmente remota no futuro, vamos deixar de nos encontrar pessoalmente? Os colaboradores nunca se conhecerão? É assim tão relevante haver um encontro presencial?


A resposta à última questão é fácil. Sim, absolutamente, embora as equipas possam concluir os seus trabalhos em casa com todo o sucesso, deixamos uma lista de vários fatores que indicam a importância de manter reuniões e encontros ao vivo e a cores e não apenas através de um ecrã.



Menos distrações – O conforto de casa é insubstituível, mas esse conforto é muitas vezes sinónimo de distrações – o animal de estimação que quer atenção, os filhos a fazer tudo por uns minutos de brincadeira, o estafeta a tocar à campainha, ou uma máquina de lavar a dar por concluído o seu trabalho, são razões suficientes para reduzir a atenção de qualquer tarefa profissional. Estes factores do quotidiano não acontecem numa reunião presencial.


Maior envolvimento – Quando não existe um ecrã a esconder-nos, estamos mais dispostos a interagir, a fazer perguntas, a contribuir para o que está a acontecer sem interferências de uma má ligação, ecrã congelado ou timidez. Ganha a empresa e ganham os funcionários que interagem e sobressaem.



Valorização – Por falar em sobressair, muitas vezes não são lançadas ideias virtualmente porque os funcionários não vêem valor: falar numa reunião presencial pode parecer mais significativo porque o resto do grupo tende a focar a conversa nessas ideias e a levá-las mais a sério. A sensação de valorização no trabalho é fundamental, o horário agendado para a reunião deve ser bem aproveitado, para evitar a já conhecida frase “Esta reunião podia ter sido um email”.


Comunicação – Este é um dos chavões principais no que toca ao teletrabalho. A linguagem corporal esconde muitos segredos por si só, mas não termos a oportunidade de ver o outro na totalidade torna as intenções muito mais difíceis de interpretar. A mensagem pode perder-se ou alterar-se, como um telefone estragado de emoções. Pior, intensificam-se estados psicológicos menos favoráveis que tão bem conseguimos esconder num sorriso forçado.


Rapidez – Se um chefe quiser criar diferentes grupos de trabalho e circular entre eles em salas virtuais, rapidamente descobre que nem sempre é simples, rápido e intuitivo como circular num espaço físico por um simples motivo: as máquinas falham. Existem ainda as falhas na internet ou os esquecimentos do horário da reunião sem que o colega do lado possa dar o tradicional alarme “Então, não vens?”.



Fortalecer os relacionamentos – Este é outro fator incontornável: todos os processos que envolvem a coordenação de várias pessoas em sequência ou em simultâneo exigem que exista um bom ambiente entre todos. Um convívio depois do trabalho, as relaxantes conversas de corredor, os trocos emprestados para o café, um jantar de comemoração e os team buildings que os “obrigam” a começar mas que no fim do dia todos agradecem e pedem mais. Estas são das melhores formas de estreitar laços e, embora existam já alternativas online, passar tempo pessoalmente com alguém nunca deixará de ser a forma mais eficaz de criar uma boa relação.


“Off the record” – É certo que as paredes têm ouvidos, mas a internet tem muitos mais. Num ambiente online, não há forma de ter a certeza de que uma conversa ficou apenas entre os intervenientes. Numa conversa presencial podemos sentir-nos mais seguros do número de pessoas que nos estão a ouvir, permitindo confidências, desabafos, tertúlias e a criação de laços mais pessoais.


Não pretendemos influenciá-lo a voltar ao trabalho presencial, apenas reforçar aquilo que nos torna a todos mais realizados: sermos humanos e agirmos como tal, relacionarmo-nos, termos momentos de prazer e construirmos uma vida da qual nos orgulhamos. Muitos de nós têm tendência a isolar-se quando essa oportunidade se lhes depara, e infelizmente o sossego é bom, mas o isolamento traz perturbações que nada têm de saudável. Por isso, independentemente da sua escolha, durante a gestão da sua equipa mantenha o foco na criação de laços fortes e na partilha de momentos inesquecíveis. O dinheiro é uma peça importante, no entanto, a par da capacidade de os estimular a crescer continuamente, é um ambiente feliz que manterá a sua equipa unida e sem vontade de ir espreitar a porta do lado.





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